
Encontrar um carrapato no seu cachorro é um alerta que exige ação imediata, pois esses parasitas transmitem doenças potencialmente fatais, como erliquiose e babesiose. A remoção correta, o tratamento do animal e a desinfestação do ambiente são passos essenciais para proteger a saúde do pet e da família. Neste artigo, você vai entender por que o carrapato é perigoso, como identificá-lo, o que fazer ao encontrá-lo, como acabar com ele no quintal e quando buscar ajuda profissional.
Como Tirar Carrapato de Cachorro: Saúde e Prevenção
Por que carrapato em cachorro é perigoso?
Os carrapatos são pequenos aracnídeos que atuam como ectoparasitas hematófagos, ou seja, se alimentam do sangue de animais vivos. Longe de serem apenas um incômodo, esses parasitas representam uma ameaça real à saúde do seu pet, pois são o segundo maior transmissor de doenças para seres humanos no mundo, ficando atrás apenas dos mosquitos. No Brasil, existem diversas espécies de carrapatos que podem acometer cães, sendo divididos em dois grandes grupos: carrapatos de áreas urbanas e carrapatos de áreas rurais/mata.
Entre os mais frequentes estão o carrapato-vermelho-do-cão (Rhipicephalus sanguineus), mais comum em áreas urbanas e com coloração avermelhada, e o carrapato-estrela (Amblyomma sculptum), encontrado principalmente em áreas rurais e próximas a matas.
O carrapato em cachorro é uma condição séria, pois esses parasitas dificilmente pulam de um animal para outro após já estarem instalados; eles vêm do ambiente e intercalam entre o meio e os animais para evoluírem e se alimentarem. Contrariamente ao que muitos pensam, esses parasitas são mais comuns em animais domésticos do que naqueles que vivem em fazendas. As três principais enfermidades associadas ao carrapato em cachorro — erliquiose, babesiose e anaplasmose — são conhecidas popularmente como “doença do carrapato”.
A transmissão ocorre durante o repasto sanguíneo, quando o parasita injeta agentes infecciosos pela saliva diretamente na corrente sanguínea do animal.
Entre as doenças mais comuns estão a erliquiose, causada pela bactéria Ehrlichia canis, e a babesiose, provocada pelo protozoário Babesia canis. Ambas são transmitidas pelo carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus), o principal vetor dessas enfermidades no Brasil, e sua incidência tem crescido de forma preocupante em todo o país. A erliquiose ataca os leucócitos e enfraquece o sistema imunológico; a babesiose destrói os glóbulos vermelhos e causa anemia severa; e a anaplasmose, transmitida pela bactéria Anaplasma platys, afeta as plaquetas e prejudica a coagulação sanguínea. Além disso, a Dra.
Heloísa Souza, médica veterinária da Petz, lembra que os carrapatos são vetores de muitas doenças para o cachorro e para as pessoas, e algumas delas podem ser letais, como a febre maculosa. “ Eles também podem transmitir hemoparasitoses, ou seja, parasitas sanguíneos, que destroem as células do sangue, causando anemia severa e outras complicações”, comenta. Mesmo após um tratamento bem-sucedido, o paciente pode ser reinfectado.
Essas doenças evoluem em três fases distintas: aguda, subclínica e crônica. Durante a fase aguda, os primeiros sintomas costumam surgir de forma intensa e incluem febre alta (entre 39,5°C e 41,5°C), anorexia, apatia e depressão em cachorro. Se não tratadas a tempo, essas infecções podem evoluir rapidamente, levando a sangramentos, distúrbios de coagulação e, em casos mais graves, à morte do animal. O ciclo de vida do carrapato passa por três estágios: larva, ninfa e adulto. Em cada fase, ele precisa se alimentar de sangue para sobreviver e evoluir.
A cada nova infestação, o risco de transmissão de doenças aumenta significativamente, já que o parasita pode carregar e inocular diferentes agentes infecciosos em cada refeição.
Quando um cachorro é acometido por carrapatos, seu organismo passa por alterações graves. Entre os principais danos estão trombocitopenia (redução das plaquetas), anemia e leucopenia (queda dos glóbulos brancos), afetando diretamente o sistema imunológico. Além disso, órgãos vitais como fígado, baço, pulmões e rins podem ser comprometidos, o que agrava ainda mais o quadro clínico. Portanto, a prevenção e o tratamento precoce são fundamentais para evitar complicações sérias.
Como identificar carrapato no cachorro e no ambiente?
Você pode notar os sinais da infestação de carrapatos no ambiente e no cachorro. No pet, é comum a coceira generalizada intensa, irritações na pele e, claro, a visualização do carrapato no animal. Já no ambiente, o parasita gosta de se esconder em frestas, tapetes, rodapés, tomadas, revestimentos de móveis, especialmente se esses lugares forem altos. Sabendo disso, fica mais fácil acabar com eles em casa. Viu um carrapato na grama? É comum que eles fiquem no alto da vegetação, esperando o pet passar para subir e infestá-lo.
Além destes lugares, procure também em troncos e arbustos.
O ciclo de vida do carrapato possui quatro etapas: ovo, larva, ninfa e adulto. Todas as mudanças de uma fase para outra acontecem no ambiente. No animal, o carrapato só se alimenta, indo para o chão para mudança de fase. Por isso é tão importante saber como eliminar carrapatos do ambiente. Se você notar a presença de parasitas no cachorro, pode ter certeza que o restante da casa também está infestado. “Sabe-se que, quando encontramos carrapatos em um pet, esse número representa apenas 5% dos carrapatos presentes”, diz a Dra.
Heloísa. Dessa forma, a inspeção minuciosa do animal e do ambiente é crucial para um controle efetivo.
A doença do carrapato em cachorro é inicialmente silenciosa. Entre 8 e 20 dias após o contágio, começam a surgir os primeiros sinais. Nesta fase inicial, seu pet pode apresentar apatia e prostração (parece triste e sem energia) e tremores quando está com febre em cães. Conforme a doença progride, o cachorro com carrapato começa a apresentar sinais mais evidentes. Neste estágio, as bactérias se multiplicam e atingem órgãos como fígado, baço, pulmões e rins.
Surgem sintomas mais graves como sangramentos pelo nariz, urina ou fezes, e petéquias (pontinhos vermelhos) em locais como abdômen, gengivas ou olhos. Esta fase aguda geralmente dura de duas a quatro semanas. Alguns cães infelizmente não sobrevivem a esta etapa da doença caso não recebam o tratamento adequado.
Quando não tratada adequadamente, a doença evolui para a fase crônica, na qual os sintomas persistem e se agravam. Seu pet pode apresentar anemia profunda (mucosas muito pálidas), aumento de órgãos como baço, fígado e linfonodos, maior facilidade para adquirir infecções secundárias e problemas neurológicos como fraqueza ou paralisia dos membros. Na fase crônica, a doença do carrapato em cachorro começa a assumir características de uma doença autoimune, comprometendo gravemente o sistema imunológico. A medula óssea também é afetada, prejudicando a produção de células sanguíneas.
Em casos extremos, pode ocorrer aplasia de medula, quando ela não produz mais células sanguíneas. Portanto, a identificação precoce é vital para um prognóstico favorável.

O que fazer ao encontrar carrapato no cachorro?
Em casos de carrapato em cachorro, o mais recomendado é buscar ajuda de um veterinário. Ele poderá fazer uma busca detalhada no cão e iniciar o tratamento mais eficaz de acordo com o quadro do pet. Além disso, como o parasita pode trazer outras doenças, fazer um check-up é essencial. Em lojas especializadas, é fácil encontrar remédio para tratar esse problema. Esses artigos vêm em diferentes formatos, como pipetas e shampoos, sendo a maneira mais recomendada de tirar carrapato.
Basta seguir as recomendações do veterinário ou as instruções da própria embalagem.
Aprender como eliminar carrapato de cachorro manualmente de regiões específicas e sensíveis não é a forma mais indicada por veterinários especialistas. “Muitas vezes, quando tentamos remover o carrapato, deixamos pequenas garras presas à pele do pet. Isso prolonga a irritação, causa coceira e, em alguns casos, até feridas”, comenta a Dra. Heloísa. No entanto, se você precisar remover manualmente, siga estes passos: faça uma busca minuciosa pelo corpo do pet, pois o carrapato no cachorro adora ficar escondido em partes como orelha, pernas e barriga.
Utilize um equipamento seguro e sem ponta, como um pequeno fórceps especial para retirar carrapatos; caso não tenha esse item, uma tesoura sem ponta pode resolver. É importante que o aparelho utilizado não seja afiado para evitar deixar restos do parasita preso à pele. Coloque o aparelho próximo à pele, o mais próximo possível, para retirar todo o corpo do carrapato, evitando as temidas garras presas à pele. Tome cuidado para não machucar seu cãozinho.
Faça um movimento único, evitando torções ou muitos movimentos, pois eles aumentam a possibilidade de deixar as garras presas à pele. O ideal é retirar o parasita de uma vez, com um gesto rápido e preciso. Mate o parasita: apenas retirar o carrapato não é o suficiente; depois de removê-lo, é importante ter certeza de que ele não irá mais contaminar seu peludo. Colocar o carrapato em álcool ou água fervente é uma boa opção para acabar com o problema.
Higienize a área infectada: depois de retirar o carrapato do cachorro, é necessário desinfetar a região da mordida. Para isso, um antisséptico para pets é a opção mais indicada.
Existem diversos produtos antiparasitários para tratar o animal. A coleira antipulgas e carrapatos contém substâncias que se espalham por todo o organismo do animal e impedem que o carrapato suba e se prenda nele. Os sprays são aplicados diretamente na pele dos cães para matar os carrapatos. Os medicamentos orais agem assim que o carrapato pica o animal, ele morre se o pet faz uso desses medicamentos. As pipetas são produtos em forma líquida para serem aplicados na pele da nuca do animal;
eles se espalham pelo corpo, protegendo-o dos carrapatos. Os shampoos contêm algumas fórmulas com ingredientes indicados para matar os carrapatos e as pulgas que estão no animal, mas ele não tem poder residual, por isso não impede que outros parasitas infestem-no. Portanto, a escolha do produto deve ser orientada pelo veterinário, considerando o peso, idade e estilo de vida do cão.
Além disso, o tratamento da doença do carrapato em cachorro costuma incluir o uso de antibióticos prescritos pelo médico-veterinário, especialmente nas fases iniciais da infecção. A suplementação com vitaminas e minerais desempenha um papel essencial na recuperação, ajudando a combater a anemia em cachorro e a estimular a produção adequada de células sanguíneas. Em casos mais graves, pode ser necessário um tratamento de suporte mais intensivo, como a fluidoterapia para correção da desidratação e transfusões sanguíneas quando há hemorragias significativas.
Nessas situações, a internação com acompanhamento especializado, especialmente por um hematologista veterinário, é fundamental para preservar a vida e estabilizar o quadro clínico do animal. Cães que recebem o diagnóstico precocemente costumam apresentar melhora visível entre 24 e 48 horas após o início do tratamento, especialmente na fase aguda da doença. No entanto, quando o carrapato em cachorro é identificado apenas na fase crônica, o quadro clínico tende a ser mais complexo.
Nessas situações, o prognóstico é mais reservado, principalmente quando há comprometimento da medula óssea, exigindo cuidados intensivos e acompanhamento especializado para uma recuperação segura.
Como acabar com carrapatos no ambiente?
Tratar apenas o cachorro não resolve o problema. Grande parte dos carrapatos permanece escondida no ambiente, principalmente em frestas, rodapés, tapetes, camas, casinhas, gramados, jardins e pilhas de madeira. Por isso, eliminar apenas os parasitas encontrados no animal normalmente não interrompe o ciclo da infestação. “Sabe-se que, quando encontramos parasitas em um animal, por mais infestado que ele esteja, esse número representa apenas 5% dos carrapatos presentes no ambiente”, comenta a Dra. Heloísa. Dessa forma, o controle ambiental é essencial.
Mas como acabar com os carrapatos em casa? Sabendo que o parasita busca lugares altos, o responsável deve usar produtos carrapaticidas no chão e na parede, até uma altura de 1,5 a 2 metros, de preferência em spray ou com um borrifador, para o veneno penetrar bem nas frestas. O aspirador de pó pode ser usado nos buracos pequenos para tirar o carrapato em casa, mas lembre-se de limpar o filtro e o coletor do aparelho sempre que usá-lo.
Além disso, lave panos, cobertores, camas e almofadas do pet com água fervente. É importante não esquecer de retirar todos os animais do cômodo que está sendo limpo e só liberar o uso após o carrapaticida ter secado completamente. Respeite o período de duração para fazer novas aplicações e lave o que for possível com água fervente.
No quintal, você precisa cortar a grama e manter o quintal limpo e arejado. Depois, vai aplicar produtos carrapaticidas seguros para pets em tudo: canil, muro, plantas, árvores, pedras (embaixo também, se possível) e vasos. Mantenha o pet afastado durante o tratamento da área. Carrapatos podem se esconder muito bem em áreas com grama alta, folhas acumuladas e locais úmidos, inclusive em quintais residenciais. Manter a grama aparada e o ambiente limpo e livre de entulhos vai reduzir as chances desses visitantes indesejados se fixarem na pelagem do seu cachorro.
Lembre-se: os carrapatos podem se esconder em locais elevados, como paredes e frestas, por isso inspecione também locais elevados como caixas de força e atrás de quadros.
Segundo a Zoetis, os parasitas visíveis no corpo dos cães representam apenas 5% da infestação total, enquanto cerca de 95% permanecem no ambiente em estágios imaturos. Os parasitas em formas jovens costumam se esconder em frestas, paredes, telhados e casinhas e, mesmo sem risco imediato, podem infestar os pets ao atingir a fase adulta. Por esse motivo, o controle ambiental de carrapatos é uma etapa essencial para interromper o ciclo da infestação de uma vez por todas.
Um bom spray carrapaticida ou outros inseticidas ambientais auxiliam nesse processo e podem ser aplicados por pulverização em pisos, muros e superfícies estratégicas. A aplicação deve ser feita com cautela e orientação veterinária ou de empresas especializadas, já que esses produtos podem ser tóxicos para cães e pessoas.

Como prevenir novas infestações?
Use os antiparasitários regularmente, seguindo a recomendação do profissional, e evite o contato com animais infestados ou com áreas de risco — com mato alto e terrenos baldios. Também faça visitas frequentes ao médico-veterinário. A prevenção continua sendo a forma mais eficaz de proteger os cães.
Entre as principais medidas estão: escolher um antipulgas e carrapatos adequado ao porte, idade e rotina do pet; aplicar o produto na frequência recomendada, sem atrasos ou interrupções; tratar todos os animais da casa ao mesmo tempo, para evitar reinfestações; cuidar do ambiente, já que 95% da infestação está espalhada pela casa; usar inseticidas ambientais com orientação profissional; conferir a pelagem do cachorro após passeios em áreas externas; e manter um tratamento preventivo mesmo sem carrapatos visíveis.
As coleiras antiparasitárias oferecem proteção prolongada, podendo durar de 4 a 8 meses, enquanto liberam substâncias que se espalham pela pele e pelos do animal, repelindo os carrapatos antes mesmo da picada. As pipetas (spot-on), aplicadas diretamente na pele, protegem por cerca de 30 dias e são práticas para tutores que preferem aplicações mensais. Já os comprimidos orais agem quando o carrapato pica o animal, eliminando o parasita rapidamente, com duração que varia de 1 a 3 meses dependendo do produto.
É fundamental realizar inspeções regulares em seu cachorro com carrapato, especialmente após passeios em áreas de risco. Transforme esse momento em uma oportunidade para carinho, verificando atentamente áreas como atrás das orelhas, entre os dedos das patas, pescoço, axilas e virilhas.
Mantenha seu quintal sem folhas secas ou grama alta, e utilize aspirador de pó diariamente nas áreas onde seu pet costuma ficar. Práticas como controle de vegetação, poda frequente, remoção de resíduos orgânicos e manutenção da área externa são recomendadas por entidades de saúde pública para reduzir a presença de carrapato em cachorro no ambiente doméstico. Manter uma rotina de consultas veterinárias periódicas é essencial para a prevenção de problemas de saúde, especialmente quando se trata de carrapato em cachorro.
O acompanhamento com um hematologista veterinário permite detectar precocemente infestações e doenças transmitidas por esses parasitas, mesmo antes do surgimento dos sintomas mais evidentes. A realização de exames laboratoriais com frequência adequada é indispensável para garantir o bem-estar do animal. Para cães adultos, recomenda-se um check-up anual, enquanto pets idosos devem passar por avaliações a cada seis meses. Com esse cuidado contínuo, qualquer alteração no organismo pode ser identificada ainda nos estágios iniciais, permitindo a intervenção imediata e o início do tratamento adequado.
Quando procurar um veterinário ou dedetizadora?
Se a infestação for extensa e de difícil controle, se ainda houver a presença de carrapatos mesmo após tentativas de controle ou se os humanos ou pets apresentarem sinais de doenças transmitidas por carrapatos, é hora de buscar ajuda profissional. Você pode entrar em contato com uma empresa especializada em dedetização para saber como matar carrapato no quintal e na casa. Vale ressaltar que, nesse caso, o pet deve ficar afastado, de acordo com as orientações dos especialistas. Após esse período, lave a área antes de liberá-la para o animal.
Além disso, sintomas como febre, apatia, perda de apetite e mucosas pálidas podem indicar infecções por carrapatos — o que exige uma avaliação profissional rápida. O hemograma completo é indispensável no diagnóstico inicial, revelando alterações características como trombocitopenia (diminuição de plaquetas), que ocorre independentemente da fase da doença. Frequentemente observa-se anemia (redução dos glóbulos vermelhos) e queda dos leucócitos (células de defesa).
A neutropenia é a principal alteração leucocitária encontrada nos cães infectados, podendo ocorrer devido ao quadro de vasculite na fase aguda ou à supressão da medula óssea na fase crônica. Algumas alterações podem ser variáveis e inespecíficas, tornando o diagnóstico mais desafiador. Para confirmação definitiva, exames específicos são necessários. O teste 4Dx para cachorro é amplamente utilizado por detectar anticorpos contra múltiplos patógenos transmitidos por vetores como Ehrlichia canis e Ehrlichia ewingii (erliquiose em cães) e Anaplasma phagocytophilum e Anaplasma platys (anaplasmose).
Os exames laboratoriais podem ser realizados através de técnicas como ELISA e IFI, que quantificam os anticorpos presentes. Já a PCR (reação em cadeia da polimerase) identifica diretamente o DNA do patógeno, sendo mais sensível na fase aguda da infecção, enquanto os testes sorológicos são mais eficazes nas fases subclínica e crônica.
O hematologista veterinário é o especialista mais indicado para casos de cachorro com carrapato, pois possui conhecimento específico sobre doenças que afetam o sangue. Este profissional avalia com precisão as alterações hematológicas, interpreta corretamente os resultados laboratoriais e estabelece o tratamento mais adequado para cada fase da doença. Exames de imagem como ultrassonografia abdominal e raio-x veterinário são recomendados em casos mais avançados, quando há suspeita de comprometimento de órgãos internos.
A ultrassonografia para cachorro pode revelar aumento do fígado e baço, enquanto radiografias são úteis para avaliar possíveis alterações pulmonares ou cardíacas decorrentes da infecção. Casos onde o animal apresenta sintomas neurológicos podem necessitar de exames mais específicos para avaliar o envolvimento do sistema nervoso central.
Perguntas Frequentes
Use um fórceps ou tesoura sem ponta, posicione o mais próximo possível da pele e puxe com um movimento único e firme, sem torcer, para evitar deixar partes do parasita presas. Depois, mate o carrapato em álcool ou água fervente e desinfete o local da mordida com antisséptico veterinário.
Os sintomas iniciais incluem febre alta (39,5°C a 41,5°C), apatia, anorexia e tremores. Em fases avançadas podem surgir sangramentos, petéquias, anemia profunda, aumento de órgãos e problemas neurológicos.
Aplique carrapaticidas em spray ou borrifador no chão e paredes até 2 metros de altura, aspirando frestas e lavando itens do pet com água fervente. No quintal, corte a grama, remova entulhos e pulverize produtos seguros em canil, muros, plantas e pedras, mantendo o pet afastado até secar.
Conclusão
Lidar com carrapato em cachorro exige atenção constante e um compromisso com a prevenção. Esses pequenos parasitas representam uma ameaça séria, que vai muito além do incômodo, podendo transmitir doenças potencialmente fatais como erliquiose, babesiose e anaplasmose. Os sintomas iniciais muitas vezes passam despercebidos, como febre, apatia e perda de apetite, e podem ser facilmente confundidos com outras condições. No entanto, prevenir ainda é o melhor remédio.
O uso de produtos antiparasitários, a inspeção cuidadosa após passeios, a higienização frequente do ambiente e a realização de exames periódicos formam uma barreira poderosa contra essas infestações.
Check-ups anuais para cães adultos e semestrais para pets idosos ajudam a identificar alterações hematológicas precocemente, evitando complicações maiores. Ao encontrar um carrapato, aja com calma e segurança: remova-o corretamente, trate o animal com produtos adequados e, sobretudo, não se esqueça do ambiente, onde está a maioria dos parasitas. Com informação e ação rápida, você protege a saúde do seu melhor amigo e de toda a família.