Alergia em cachorro: sinais, causas e tratamento

A alergia em cachorro é uma resposta imunológica exagerada a agentes como alimentos, picadas de pulgas e produtos de limpeza. Conheça os sinais, as causas e os tratamentos para agir rápido e proteger a saúde do seu cão.
Alergia em cachorro: sinais, causas e tratamento
Crédito: www.petz.com.br

Se o seu cachorro não para de se coçar, lambe as patas sem parar ou apresenta vermelhidão na pele, é possível que ele esteja sofrendo de alergia em cachorro. A alergia é uma reação do sistema imunológico a substâncias que o corpo do animal considera estranhas, e pode se manifestar de formas variadas, desde uma simples coceira até um choque anafilático.

Neste artigo, você vai entender o que é a alergia em cães, quais são as causas mais comuns, os sintomas de alerta e como agir para garantir o bem-estar do seu pet.

O que é alergia em cachorro?

A alergia em cachorro é uma resposta imunológica exagerada a substâncias inofensivas, como pólen ou alimentos; a dermatite alérgica é uma manifestação cutânea comum. De acordo com especialistas, o corpo do cão faz de tudo para expulsar o possível perigo e evitar maiores danos. No entanto, como a reação desse cão é intensa, algumas complicações podem aparecer. Ou seja, a alergia não é culpa do agente em si, mas sim da sensibilidade individual do pet.

Além disso, cada indivíduo é único: um item que provoca alergia em um cachorro pode não causar nada em outro. Mesmo entre os alérgicos, as respostas podem ser leves, causando somente coceiras, ou mais graves, chegando ao choque anafilático. Portanto, muitas vezes não há como prever o que vai acontecer. Dessa forma, é fundamental conhecer os sinais e agir preventivamente.

A predisposição à alergia pode ser hereditária. Segundo estudo de 2020 da Universidade de São Paulo, raças como Lhasa Apso, Pug e Shih Tzu apresentam maior incidência de dermatite atópica, com prevalência de até 30% nesses grupos. Essa predisposição acontece por causa do cruzamento de animais já predispostos a ter alergias. Por isso, cachorros com alergias hereditárias não devem procriar, para evitar a disseminação do gene.

Causas mais comuns de alergia em cães

As causas de alergia em cachorro podem ser divididas em três grandes grupos: alimentares, ambientais e por picadas de insetos. No grupo alimentar, certos ingredientes como frango, carne bovina, soja, trigo e laticínios são os principais vilões. Já no grupo ambiental, destacam-se pólen, ácaros, mofo, produtos de limpeza, perfumes, cigarro e incensos. Por fim, as picadas de insetos incluem abelhas, formigas, pulgas, carrapatos e pernilongos.

Produtos de limpeza podem desencadear reações alérgicas cutâneas em cães sensíveis, especialmente se houver resíduos no ambiente. Na hora da faxina, é melhor deixar o cachorro confortável em outro cômodo e utilizar apenas itens recomendados por médicos-veterinários. Além disso, é preciso ter cuidado redobrado no enxágue, pois resquícios são suficientes para causar a reação alérgica. A recomendação para casas de animais alérgicos é passar um pano com o produto e outro só com água, retirando o excesso.

Depois, é necessário deixar tudo bem seco antes do pet retornar ao ambiente.

A alergia a picada de pulgas, por exemplo, é uma doença pruriginosa e crônica. Cães e gatos podem apresentar reações alérgicas à pulga ou à saliva da pulga. Animais hipersensíveis precisam de contato com apenas uma pulga para manifestar os sintomas. O contato com outros animais que tenham pulgas, falta de limpeza em cantos da casa ou frestas no assoalho, e uso de roupas de cama expostas são fatores de risco. As lesões costumam aparecer na região caudal do dorso e da cauda.

Alergia em cachorro: sinais, causas e tratamento — Sintomas de alergia em cachorro

Sintomas de alergia em cachorro

Os sintomas de alergia em cachorro variam em grau de severidade conforme a causa e a resposta imunológica do pet. No entanto, veterinários reforçam o perigo de uma crise que não recebe a devida atenção. O responsável precisa ficar atento para perceber os sinais e saber se precisa socorrer o animal imediatamente. Cada reação alérgica terá sintomas particulares, mas alguns são comuns na maioria dos cães em crise.

Os sinais mais comuns incluem coceira intensa, inflamação local, feridas e queda de pelos. Geralmente, o local mais afetado do corpo do cachorro é a cauda. Outro sintoma facilmente percebido é a secreção nos olhos e a inflamação nos ouvidos, que pode ser identificada pelo hábito intenso do cão de coçar as orelhas. Observe também se o cachorro está se lambendo demais. Em casos mais graves, podem ocorrer inchaço facial, dificuldade para respirar, letargia, tremores, desmaio ou convulsões.

Casos leves de alergia no geral limitam-se às coceiras, feridas na pele ou desconfortos gastrointestinais. No entanto, isso rapidamente pode evoluir para sintomas mais graves. Ao notar qualquer reação, mesmo que leve, após picadas de insetos ou vacinas, leve o pet imediatamente para um pronto atendimento. A atopia, uma doença alérgica crônica de origem genética, também causa coceira intensa, vermelhidão, descamação, queda de pelo, escurecimento da pelagem e cheiro forte.

O que fazer ao notar alergia no cachorro?

Se você observou seu cachorro com reação alérgica, o primeiro passo é interromper imediatamente o contato com o agente causador, se identificado. Em seguida, leve o pet ao veterinário o mais rápido que puder, principalmente em casos de inchaço facial ou dificuldade para respirar. Não tente resolver o problema em casa medicando com um remédio para reação alérgica em cães, a menos que tenha sido indicado por um profissional previamente. Anote os sintomas e quando começaram para ajudar no diagnóstico.

Ao identificar a possibilidade de o seu cachorro ter alergia, leve-o rapidamente ao médico veterinário para um exame e diagnóstico exato. Antes da consulta, registre em vídeo os episódios de coceira e anote a dieta e o ambiente do cão para acelerar o diagnóstico. Lembre-se de que, normalmente, a alergia não tem exatamente uma cura definitiva, mas pode ser controlada para que o cachorro tenha uma vida normal, saudável e sem desconfortos.

Diagnóstico e tratamento da alergia canina

Quando um veterinário encontra um possível caso de reação alérgica em cachorro, ele faz um exame físico minucioso, procurando lesões e parasitas, além de levantar o histórico do animal por meio de perguntas ao responsável. Ele também pode solicitar exames de sangue e realizar testes alérgicos e de exclusão alimentar. O diagnóstico é fundamental para identificar a causa e orientar o tratamento adequado.

Os tratamentos mais comuns são com anti-histamínicos, corticoides, shampoos especiais, dieta hipoalergênica e, em casos mais graves, internação com suporte de oxigênio, fluidoterapia e medicações injetáveis. No caso de alergia a pulgas, o tratamento envolve o paciente, os animais que convivem juntos e o ambiente. Para o paciente, são utilizadas medicações anti-inflamatórias para alívio do prurido, antibióticos se houver infecção bacteriana e antiparasitários. O uso de spot-on é o mais indicado para cães e gatos.

Além do paciente, os outros animais que convivem devem ser tratados com antiparasitários. É de extrema importância que o proprietário tenha consciência de que todos os animais devem ser tratados para diminuir a população de pulgas e evitar uma nova crise. Uma única pulga pode desencadear toda a doença. Todos os tratamentos ambientais dentro de casa devem ser precedidos de limpeza por aspiração a vácuo, que reduz o número de larvas e ovos em tapetes.

Produtos com organofosforados e permetrina têm sido eficazes na eliminação da pulga em todos os estágios de vida.

No caso de intolerância alimentar, a primeira providência é a eliminação dos alimentos que causam o desconforto e a possível introdução de ração hipoalergênica na dieta do cão. O uso de vitaminas, Ômega 3 e Ômega 6 (ácidos graxos usados para o alívio da coceira) e banhos com água mineral são complementos que podem ser prescritos pelo veterinário. A aplicação de shampoos especiais, a alimentação com rações específicas e deixar o cão sem contato com os elementos que causam a reação alérgica são métodos eficientes para evitar novas crises.

Alergia em cachorro: sinais, causas e tratamento — Prevenção: como evitar alergias em cães

Prevenção: como evitar alergias em cães

Como a reação alérgica em cachorro varia muito conforme a quantidade, a substância e o organismo do pet, é difícil prever as consequências desse problema. Assim, o melhor é prevenir que o pet entre em contato com os alérgenos. Para isso, identifique e evite os alérgenos conhecidos; faça uso de antiparasitários e vermífugos regularmente; forneça uma dieta controlada e livre de alimentos proibidos; e tenha atenção redobrada após aplicação de vacinas ou medicamentos novos.

Além disso, mantenha a casa limpa, aspirando tapetes e carpetes regularmente. Se a casa tiver quintal ou jardim, limpe periodicamente e pode a grama ou plantas para evitar ambientes úmidos, onde as larvas de pulga se reproduzem com maior facilidade. Os animais devem sempre usar produtos antiparasitários de acordo com a recomendação do médico veterinário. Tapetes e carpetes devem ser mantidos limpos, e o filtro do aspirador deve ser descartado após a limpeza para evitar que as larvas eclodam.

Para controle ambiental, prefira métodos comprovados: aspirar semanalmente com filtro HEPA e lavar a cama do pet a 60°C para eliminar ácaros e pulgas. No entanto, essas medidas não substituem o tratamento veterinário e devem ser usadas com cautela.

Alergia em humanos a cães: um alerta importante

Embora o foco seja a alergia no cachorro, é válido mencionar que muitas pessoas também são alérgicas a cães. Contrário ao que muitos pensam, a alergia não é diretamente ao pelo do cachorro. A verdadeira culpada é uma proteína produzida pelos cães, encontrada na caspa (pele morta), saliva e urina. A proteína mais relevante nesse processo é a Can f 1, responsável por desencadear a reação alérgica em pessoas sensíveis.

Quando o sistema imunológico de um indivíduo alérgico entra em contato com essa proteína, ele a identifica como uma ameaça e inicia uma resposta inflamatória. Os sintomas variam de leves a graves, incluindo problemas oculares, nasais, irritação na garganta, reações cutâneas, problemas respiratórios e até eczema em crianças. Se você suspeita de alergia a cães, procure um alergista para diagnóstico e tratamento adequado.

Para aqueles que não desejam se desfazer de seus cães, a imunoterapia específica, ou vacina para alergia, é uma opção. Esse tratamento consiste na aplicação de pequenas doses da proteína Can f 1 para dessensibilizar o sistema imunológico. O tratamento geralmente dura de 2 a 5 anos, com vacinas subcutâneas aplicadas mensalmente na fase de manutenção. Além disso, medidas como criar zonas livres de cães, banhos semanais no animal, remoção de carpetes e uso de purificadores de ar com filtro HEPA podem reduzir a exposição aos alérgenos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas mais comuns de alergia em cachorro?

Os sintomas mais comuns incluem coceira intensa, inflamação local, feridas, queda de pelos, secreção nos olhos e inflamação nos ouvidos. Em casos graves, podem ocorrer inchaço facial, dificuldade para respirar, letargia, tremores, desmaio ou convulsões.

O que fazer se meu cachorro apresentar uma reação alérgica?

Interrompa imediatamente o contato com o agente causador, se identificado, e leve o pet ao veterinário o mais rápido possível, especialmente se houver inchaço facial ou dificuldade para respirar. Não medique por conta própria sem orientação profissional.

Como prevenir alergias em cães?

Identifique e evite alérgenos conhecidos, use antiparasitários e vermífugos regularmente, forneça dieta controlada e mantenha a casa limpa, aspirando tapetes e carpetes. Em ambientes externos, limpe periodicamente e pode a grama para evitar proliferação de pulgas.

Conclusão

Com identificação precoce dos gatilhos e um plano de manejo definido pelo veterinário, a maioria dos cães alérgicos vive sem crises graves. Reconhecer os sinais, identificar as causas prováveis e buscar ajuda veterinária imediata em casos graves são atitudes que fazem toda a diferença na qualidade de vida do seu pet. Lembre-se de que cada animal reage de forma individual, e o que é inofensivo para um pode ser perigoso para outro.

Portanto, mantenha a prevenção em dia: evite alérgenos conhecidos, use antiparasitários regularmente, ofereça uma dieta adequada e fique atento a qualquer mudança no comportamento ou na pele do seu cão. Ao notar sintomas como coceira intensa, inchaço facial ou dificuldade respiratória, não hesite em procurar um veterinário. O cuidado precoce evita complicações e garante que seu amigo de quatro patas viva com saúde e bem-estar.

Fonte

Sobre o autor

Equipe Cachorros Incríveis — Especialistas em Comportamento e Saúde Canina

Equipe de especialistas em comportamento e saúde canina, dedicada a ajudar tutores a cuidar melhor dos seus pets.

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