Diabetes em cachorro: sinais, causas e tratamento

A diabetes em cachorro é uma condição crônica que afeta a regulação da glicose no sangue. Conheça os sinais de alerta, as causas, como é feito o diagnóstico e as opções de tratamento para garantir qualidade de vida ao seu pet.
Diabetes em cachorro: sinais, causas e tratamento
Crédito: inovaveterinaria.com.br

A diabetes mellitus em cães é uma doença crônica caracterizada pela hiperglicemia persistente, geralmente por deficiência na produção de insulina. Quando não tratada corretamente, a doença compromete significativamente a qualidade de vida do animal, podendo levar a complicações como cegueira e insuficiência renal. Por isso, entender as causas, reconhecer os sintomas precocemente e adotar uma rotina de cuidados é essencial para tutores que desejam prevenir ou manejar a doença.

Diabetes em cachorro: sinais, causas e tratamento

A diabetes mellitus em cães é semelhante à humana: o pâncreas deixa de produzir insulina ou produz em quantidade insuficiente. Resumidamente, o organismo — mais precisamente o pâncreas — para de produzir insulina, ou até mesmo produz em uma quantidade reduzida e insuficiente, aumentando o nível de glicose no sangue, culminando na hiperglicemia. Esse problema, além de deixar o pet sem energia, também pode causar uma série de complicações mais sérias, como a cegueira.

Muitos tutores não sabem, mas o sedentarismo, atrelado à alta ingestão de gordura, pode levar não só à obesidade canina, como também ao aparecimento do diabetes, causando glicemia alta em cães. Porém, outros fatores, como o genético, a administração inadequada de medicamentos, fatores hormonais e até mesmo a pancreatite, que é uma inflamação no pâncreas, podem causar diabetes. Apesar do problema ser mais comum em pets de meia idade ou mais velhos, todos os cães podem apresentar a doença.

Neste artigo, você vai entender como a rotina do tutor pode desencadear ou controlar a diabetes canina, com base em informações revisadas pela equipe médica da Inova Hospital Veterinário 24h, composta por médicos-veterinários com formação em clínica geral, vacinação e cuidados preventivos. Além disso, abordaremos os sinais de alerta, o diagnóstico, o tratamento e as medidas preventivas para manter seu cão saudável.

O que causa diabetes em cachorro?

A diabetes mellitus é uma doença metabólica que resulta em hiperglicemia crônica. Essa condição ocorre quando há problemas com a produção ou funcionamento da insulina, hormônio essencial para o controle da glicose. Diferentemente do que muitos pensam, essa doença afeta significativamente a qualidade de vida do animal quando não tratada corretamente.

Nos cães, a forma mais comum é a diabetes tipo 1, também chamada de insulinodependente. Nesse caso, ocorre uma destruição das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Como resultado, o animal não consegue produzir insulina suficiente e precisa de injeções diárias desse hormônio para sobreviver. Por outro lado, a diabetes tipo 2 é menos frequente em cães. Nessa variante, o corpo produz insulina, mas as células desenvolvem resistência a ela. O organismo não responde adequadamente ao hormônio, mesmo quando ele está presente em quantidades normais.

Esse tipo está frequentemente associado à obesidade e ao sedentarismo.

Vale ressaltar que, além desses tipos principais, as cadelas podem desenvolver diabetes gestacional durante o período de cio ou gravidez. Isso acontece devido às alterações hormonais que interferem na ação da insulina. Por isso, a castração é frequentemente recomendada como parte do tratamento em fêmeas diabéticas.

A insulina funciona como uma “chave” que abre as células para a entrada da glicose. Quando seu cão se alimenta, os carboidratos são transformados em glicose, que é liberada na corrente sanguínea. Normalmente, o pâncreas detecta esse aumento e libera insulina para: permitir que a glicose entre nas células para ser usada como energia; armazenar o excesso de glicose no fígado na forma de glicogênio; impedir que o fígado produza mais glicose quando não é necessário.

Sem insulina suficiente ou com resistência a ela, a glicose permanece na corrente sanguínea, causando hiperglicemia (alto nível de açúcar no sangue). Enquanto isso, paradoxalmente, as células ficam “famintas” por não conseguirem absorver o açúcar disponível.

Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento desta doença metabólica, desde características genéticas até hábitos alimentares inadequados. Algumas raças apresentam maior propensão a desenvolver diabetes em cachorro, sugerindo uma forte influência genética. Poodles, Beagles, Schnauzers Miniatura, Cairn Terriers, Spitz Finlandês e Samoiedas estão entre as raças com maior risco. Os Labradores e Golden Retrievers, por outro lado, apresentam menor incidência da doença. Além da raça, a idade também influencia significativamente no surgimento da diabetes canina.

Cães de meia-idade a idosos, geralmente com mais de 7 anos, apresentam maior probabilidade de desenvolver a doença. As fêmeas, principalmente não castradas, têm risco duas vezes maior quando comparadas aos machos.

O excesso de peso é um dos principais fatores de risco modificáveis para a diabetes em cachorro. Um cão obeso desenvolve resistência à insulina, o que significa que, mesmo com produção normal do hormônio, as células não respondem adequadamente a ele. De fato, cerca de 30% dos cachorros com diabetes apresentam pancreatite crônica como causa potencial do problema. A diabetes canina vem se tornando um diagnóstico cada vez mais frequente nas clínicas veterinárias.

Entre os motivos do crescente número de cães com essa condição está a obesidade e o aumento da expectativa de vida do animal, já que a doença costuma acometer cachorros de 8 a 12 anos de idade. Essa doença também pode ser causada por predisposição genética, sedentarismo, pancreatite e ainda a administração inadequada de medicamentos.

Segundo a veterinária Eliana de Farias, do Núcleo Doctor Vet, há casos em que a diabetes é diagnosticada por conta de uma catarata que surge repentinamente (catarata diabetogênica). De maneira geral, a diabetes canina não difere tanto da doença que afeta os humanos. Ela começa quando o organismo do pet para de produzir insulina ou produz em quantidade insuficiente. Sem a insulina, a glicose não entra nas células, e o animal fica sem energia e com excesso de açúcar no sangue.

A partir daí, o cachorro fica suscetível a uma série de complicações, como a cegueira, a insuficiência renal e problemas no coração.

Portanto, entender as causas é o primeiro passo para a prevenção. No entanto, é igualmente importante reconhecer os sinais precoces da doença, que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.

Quais são os sinais de alerta?

O cão diabético apresenta alguns sintomas, como urinar excessivamente, sede extrema e perda de peso. A falha nos sistemas de insulina causa a hiperglicemia que, ao ultrapassar o limite de nível de glicemia, a longo prazo, acarreta em glicosúria (glicose na urina). Essa condição impede que a água seja reabsorvida no néfron – parte funcional do rim responsável pela formação da urina, ocasionando a poliúria (micção excessiva). Consequentemente, o organismo sente maior necessidade de ingestão de líquidos para corrigir o estado hídrico corporal, causando a polidipsia (sede excessiva).

Além disso, quando não há o transporte da glicose – fonte de energia – para as células, os órgãos do corpo passam a usar gordura e proteína para suprir a demanda energética. O que causa perda de peso e perda muscular – mesmo se o cão estiver comendo bastante.

Os principais sinais que podem indicar diabete canina são micção excessiva, sede excessiva, fome excessiva, perda de peso, apatia, longos períodos de sono, entre outros. É comum também a urina do cachorro diabético atrair formigas, pois há uma maior concentração de açúcar. No caso de suspeita, a orientação é levar o animal a uma clínica veterinária a fim de evitar as complicações da doença. A presença de formigas na urina é um sinal clássico de glicosúria.

Sintomas como cachorro com febre e cachorro com tosse não são comuns, porém, em casos mais avançados, o cachorro diabético pode apresentar cegueira, insuficiência renal, lentidão no processo de cicatrização de machucados, dentre outros problemas. Se você notar que o seu pet apresenta alguns desses sintomas de diabetes em cachorro, o mais indicado é procurar um veterinário de confiança o mais rápido possível, para que o diagnóstico e o tratamento sejam feitos o quanto antes.

É fundamental conhecer bem o cão para identificar mudanças que podem dar pistas sobre a doença na fase inicial. No começo, ele pode apresentar alterações discretas, como: sede excessiva, perda de peso, aumento do apetite, cansaço, aumento da quantidade de vezes que ele faz xixi. Outra característica comum é o acúmulo de açúcar na urina, uma vez que a substância não consegue entrar nas células. Quando isso acontece, o responsável pode perceber formigas sendo atraídas pelo xixi.

Conversar com o veterinário e relatar as mudanças percebidas ajuda o profissional a chegar ao diagnóstico.

Assim, a observação atenta da rotina do animal é crucial. Por exemplo, se o cão passa a beber água em excesso e a urinar com mais frequência, mesmo sem mudanças na alimentação, isso pode ser um indício. Da mesma forma, a perda de peso inexplicada, apesar de um apetite voraz, é um sinal clássico. Portanto, ao notar qualquer alteração comportamental ou física, não hesite em buscar orientação veterinária.

Diabetes em cachorro: sinais, causas e tratamento — Como é feito o diagnóstico?

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico precoce é fundamental para garantir qualidade de vida ao seu pet. Por isso, é essencial realizar exames regulares. Realizado o diagnóstico com base em sinais clínicos e exames laboratoriais, um médico veterinário é o mais indicado quando o assunto é como tratar diabetes em cachorro. No entanto, ele só é confirmado por exames de sangue, que medem a glicemia, ou seja, a quantidade de açúcar (glicose) no sangue do cachorro. Além disso, exames de urina podem detectar a presença de glicose.

Se for constatada a hiperglicemia, caracteriza-se o diagnóstico inicial da doença. O acompanhamento médico para tratar essa doença é para a vida toda: constantes ajustes na dose da insulina, manejo nutricional, monitoramento da glicemia, da ingestão de água e controle de peso. O acompanhamento regular com exames como o exame de glicohemoglobina permite avaliar o controle glicêmico a longo prazo, sendo essencial para ajustar o tratamento conforme necessário.

Além disso, fatores como idade superior a 8 anos, raças específicas e estado reprodutivo podem aumentar as chances de diagnóstico da enfermidade. Particularmente, as fêmeas não castradas têm duas vezes mais chances de desenvolver a patologia do que os machos. Portanto, durante a consulta, o veterinário considerará o histórico completo do animal, incluindo raça, idade, sexo, peso e estilo de vida. Em alguns casos, pode ser necessário realizar exames adicionais para avaliar complicações, como catarata ou problemas renais.

Dessa forma, o diagnóstico não se limita a um único teste. Em vez disso, envolve uma avaliação abrangente do estado de saúde do cão. Por exemplo, a presença de glicose na urina, associada a sintomas clínicos e hiperglicemia persistente, confirma a doença. Uma vez diagnosticada, o próximo passo é estabelecer um plano de tratamento individualizado, que será detalhado a seguir.

Qual é o tratamento para cachorro diabético?

A doença, infelizmente, não tem cura, porém alguns cuidados, como a aplicação de injeções de insulina no pet, exercícios físicos/brincadeiras e uma dieta equilibrada, são fundamentais para melhorar a qualidade de vida do seu amiguinho. O cachorro diabético deve receber injeções diárias de insulina, comer ração dietética e fazer exercícios regularmente. Geralmente, no caso de fêmeas, recomenda-se a castração para que os hormônios não atrapalhem a ação da insulina no organismo do cachorro.

O manejo da doença exige comprometimento do tutor com aplicações regulares de insulina, alimentação balanceada e monitoramento constante. Com esses cuidados, seu pet pode manter boa qualidade de vida, apesar da condição crônica. A insulinoterapia é a base do tratamento: a aplicação de insulina é diária e pode ser realizada com seringas ou canetas aplicadoras – o veterinário fornece as orientações sobre a frequência, a quantidade e o tipo de insulina.

Além disso, o acompanhamento terapêutico é essencial: o monitoramento da ingestão de água, a redução da produção de urina, o controle do apetite e do ganho de peso são importantes para os cães que estão iniciando o tratamento.

O monitoramento glicêmico também é recomendado: há aparelhos específicos para medir o nível de glicemia em cães. É importante registrar os dados para o acompanhamento médico. No manejo nutricional, é importante adequar a dieta do cão diabético para um alimento completo, balanceado, que não possua elevada quantidade de açúcar simples; que tenha mais fibras solúveis e insolúveis – principalmente quando há necessidade de perda de peso.

A rotina consistente é fundamental: a alimentação deve ser fornecida em porções iguais, divididas duas vezes ao dia, administradas no horário da aplicação da insulina. Um nível adequado de exercício também ajuda: uma vida ativa, com atividades físicas, ajuda a melhorar o controle metabólico em cães diabéticos; o veterinário orienta sobre a frequência e exercícios adequados à condição de saúde do pet.

Se o seu amiguinho tem diabetes, pode ser interessante também consultar um nutricionista veterinário, que prescreverá uma dieta adequada para o pet. A ideia é evitar oscilações glicêmicas e fazer o controle do peso. Por isso, alimentos gordurosos e com açúcar não devem fazer parte da dieta. Outra dica é ter regularidade nos horários das refeições, e não variar o tamanho das porções.

A castração, além de ser um ato de amor e prevenir diversas doenças, também é muito indicada no tratamento de diabetes nas fêmeas, já que a progesterona interfere na ação da insulina.

Sim, dá para ter um bom controle da diabetes ao observar o animal em casa, além de manter o acompanhamento regular com o veterinário. Com o controle da doença, os sintomas da diabetes em cães descritos acima devem desaparecer. Caso eles voltem, o retorno ao profissional deve acontecer mais cedo que o previsto. Além disso, hoje existem dispositivos para fazer o controle da glicose de forma mais adequada e facilitada. Eles são colocados sob a pele do pet e conectados ao celular do responsável.

Vale lembrar a importância de controlar a condição e seguir à risca todas as orientações do veterinário. Afinal, a diabetes em cachorro causa cegueira devido à catarata, além de insuficiência cardíaca ou renal, entre outras enfermidades.

Portanto, o tratamento é multifacetado e exige dedicação diária. No entanto, com a orientação adequada, muitos cães diabéticos levam uma vida ativa e feliz. A seguir, veremos como prevenir a doença por meio de hábitos saudáveis.

Diabetes em cachorro: sinais, causas e tratamento — Como prevenir a diabetes no dia a dia?

Como prevenir a diabetes no dia a dia?

Pode parecer clichê, mas manter uma rotina regular de exercícios físicos e/ou brincadeiras, uma dieta equilibrada e as visitas ao veterinário em dia são fundamentais na prevenção não só da diabetes, como também de outras doenças. Para prevenir a diabetes canina é fundamental que o animal tenha uma rotina de exercícios diários e uma alimentação balanceada com ração de boa qualidade. Não deixe também de levar o seu pet periodicamente ao veterinário (principalmente no caso de idosos) para a realização de exames de rotina.

O diagnóstico precoce evita maiores complicações da doença.

A boa notícia é que existem algumas formas de prevenir a diabetes. O segredo é simples: um estilo de vida saudável. A dieta adequada, bem como a prática de exercícios regulares, já é mais de meio caminho andado. Além disso, a Drª. Camila pontua: evite a administração de corticoides em dose alta e por longo tempo; evite o sedentarismo, estimulando práticas regulares de exercício; atente-se aos sintomas que podem indicar outros problemas hormonais;

castre o animal, pois a castração tem um papel importantíssimo na prevenção de diversas doenças para além da diabetes.

Considerando a herança genética dos animais, estudos mostram que algumas raças são mais predispostas a desenvolver diabetes, como Labrador, Golden Retriever, Dachshund, Spitz, Poodle e Schnauzer. É importante ressaltar que isso não significa que cães dessas raças necessariamente apresentarão a doença, nem que os de outras raças não podem ser acometidos pela condição. Portanto, mesmo para raças de menor risco, a prevenção é essencial. Manter o peso ideal, oferecer alimentação de qualidade e garantir atividade física regular são medidas que beneficiam todos os cães.

Além disso, a detecção precoce da diabetes em cães é um grande desafio para responsáveis e veterinários. Assim como para os humanos, os hábitos da vida moderna estão entre as principais causas dessa condição em pets, que pode até ser fatal. Por isso, a conscientização sobre os fatores de risco e a incorporação de hábitos saudáveis na rotina do animal são as melhores estratégias preventivas. Ao adotar essas práticas, o tutor não apenas reduz o risco de diabetes, mas também promove o bem-estar geral do seu companheiro.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas de diabetes em cachorro?

Os principais sintomas incluem sede excessiva, micção frequente, aumento do apetite com perda de peso, apatia e presença de formigas na urina devido à glicosúria.

Como é feito o diagnóstico de diabetes em cães?

O diagnóstico é baseado em sinais clínicos e confirmado por exames de sangue que medem a glicemia e exames de urina que detectam glicose, além da avaliação do histórico do animal.

Qual é o tratamento para um cachorro diabético?

O tratamento inclui aplicações diárias de insulina, dieta balanceada rica em fibras e pobre em açúcares simples, exercícios regulares e, em fêmeas, castração para estabilizar hormônios.

Conclusão

Com diagnóstico precoce, insulinoterapia regular, dieta controlada e monitoramento glicêmico, cães diabéticos podem ter expectativa de vida normal. Consulte um veterinário ao notar sede excessiva, perda de peso ou urina com formigas. Ao longo deste artigo, vimos que fatores como sedentarismo, dieta rica em gorduras, predisposição genética e pancreatite estão entre as principais causas da doença. Os sinais de alerta, como aumento da sede, micção frequente, perda de peso e presença de formigas na urina, devem motivar uma visita imediata ao veterinário.

O tratamento exige aplicação de insulina a cada 12 horas, conforme prescrição, dieta rica em fibras e pobre em carboidratos simples, exercícios moderados diários e, em fêmeas não castradas, a castração para estabilizar os hormônios. Embora a doença não tenha cura, um cão diabético bem compensado pode ter qualidade e expectativa de vida similar à de cães não diabéticos. A prevenção, por sua vez, passa por um estilo de vida saudável, com rotina de atividades físicas, dieta adequada e check-ups veterinários periódicos.

Portanto, o papel do tutor é fundamental. Ao estar atento aos sinais e comprometido com os cuidados diários, é possível proporcionar uma vida longa e feliz ao seu amigo de quatro patas, mesmo diante do diagnóstico de diabetes.

Fonte

Sobre o autor

Equipe Cachorros Incríveis — Especialistas em Comportamento e Saúde Canina

Equipe de especialistas em comportamento e saúde canina, dedicada a ajudar tutores a cuidar melhor dos seus pets.

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