Existe psicólogo para cachorro? Entenda a psicologia canina

Sim, existe psicólogo para cachorro. Esse profissional atua na área da psicologia canina, um ramo da medicina veterinária que busca entender a mente dos cães e tratar desvios de comportamento. Diferente do adestramento, que ensina comandos, o psicólogo investiga as causas de problemas como latidos excessivos, agressividade e automutilação. Muitas consultas são realizadas em domicílio, pois o ambiente e a rotina influenciam diretamente o comportamento do animal.
O que é psicologia canina e como se diferencia do adestramento?
Com certeza, todo tutor de cachorro já imaginou o que passa pela cabeça de seu filho de quatro patas. Mas, só nos últimos anos, estudiosos e cientistas têm tentado descobrir como funciona a mente dos cachorros. Essa é a ciência conhecida como psicologia canina. Além de buscar compreender os cães, este ramo da medicina veterinária é muito útil para auxiliar pets com diferentes desvios de comportamento. Assim, a psicologia canina é hoje uma opção de tratamento, facilmente encontrada em grandes clínicas veterinárias.
Você pode pensar que o adestramento e a psicologia canina são semelhantes, mas, na verdade, são bem distintos. Claro, comandos como “fica”, “senta”, “deita” e “aqui” podem ser muito úteis em situações estressantes. Dessa forma, a psicologia canina vai além! Esta ciência tenta entender quais são os motivos que levam um cachorro a um mau comportamento, e a partir daí, desenvolver um tratamento completo. Portanto, eventualmente, o psicólogo pode sim ensinar alguns comandos, que serão auxiliares para a terapia, e não seu objetivo final.
Outra diferença é que, muitas vezes, o trabalho do psicólogo para cachorro atua em outras esferas. Portanto, o tratamento pode envolver mudanças no ambiente, alterações na rotina e até orientações para os tutores! Entender nossos amigos não é tão fácil quanto parece, não é mesmo? A psicologia canina lida com algo muito sério, ajudando veterinários e donos a entenderem os problemas vividos pelo pet e descobrindo como melhorar a convivência entre todos. Sabendo disso, as técnicas de adestramento só tendem a melhorar se associando à psicologia.
Quais sinais indicam que meu cachorro precisa de um psicólogo?
Apesar de todo tutor desejar conhecer melhor seu amigo, nem todos os pets necessitam de acompanhamento com um especialista de psicologia canina. Esse tratamento é indicado apenas para cachorros que apresentam algum problema comportamental. Estes sinais podem indicar que seu filho de quatro patas necessita visitar um veterinário. Um check-up rotineiro indicará se a causa do comportamento é, na verdade, psicológica. Caso o especialista ache necessário, ele pode recomendar uma visita a um psicólogo.
No decorrer de uma consulta, o profissional procura entender qual é o problema comportamental do cão. Por exemplo: latidos excessivos, agressividade e automutilação. A situação é descrita em detalhes, e as pessoas dizem como tentam solucioná-la. Nessa hora, o profissional precisa ter bastante jogo de cintura e saber lidar com gente, porque freqüentemente os membros da família começam a discordar. Alguns desses problemas chegam a levar casais ao divórcio!
Atendi uma moça que tinha recebido um ultimato do marido: ele sairia de casa se ela não se livrasse do cachorro. O motivo era que, quando o marido se aproximava da esposa, o cão o atacava. A esposa deixou claro para mim que, se não conseguíssemos resolver o assunto, iria se separar, já que amava o cão e não concordava com aquele tipo de imposição do marido. Graças a Deus, o caso foi resolvido e salvamos o casamento.
A mudança repentina de comportamento é o principal indicativo. Se o seu pet, por exemplo, era bem calmo e passou a latir sem parar por nenhum motivo, isso pode ser mais do que apenas uma fase. Outro indicativo é a apatia. Digamos que o seu companheiro fique o tempo todo no canto dele. Você pode dar o brinquedo mais legal do mundo e, mesmo assim, ele não se importa. Ele não quer saber de comer e vive se escondendo das pessoas ou de outros animais.
A agressividade também é um dos sinais. O seu parceiro fica assustado com facilidade e faz de tudo para se defender daquilo que parece perigoso. Ele rosna excessivamente e se mostra bastante ameaçador quando se sente acuado. A automutilação também é um sintoma. O cachorro fica se mordendo e arrancando os pelos do próprio corpo de maneira excessiva, chegando a se machucar gravemente em alguns casos.
Caso o seu companheiro passe muito tempo sozinho em casa, a saudade pode deixá-lo ansioso e agitado. Alguns problemas de comportamento podem acontecer, como roer os móveis, destruir objetos, fugir repetidamente, fazer as necessidades fora dos locais corretos ou, até mesmo, ser violento. Existem algumas situações que podem fazer com que o seu amigo se sinta rejeitado ou deslocado. Alguns exemplos são a chegada de um bebê na família, um hóspede ou um novo animal, alterações bruscas na rotina ou no comportamento dos donos, mudança de casa, entre outros.
Pode não parecer, mas o excesso de mimo também afeta o seu melhor amigo negativamente. Ele pode acreditar que não existem limites e se assustar excessivamente quando recebe uma bronca por ter destruído algum móvel, por exemplo. Se você adotou o seu pet, ele deve ter vivido algumas situações bem tristes de maus tratos. Isso pode ter deixado traumas, além de sintomas de depressão canina. Se esse foi o caso, procure descobrir qual foi a história dele até chegar a você.
Isso vai ajudar bastante para que o psicólogo de animais faça o melhor diagnóstico.

Como funciona uma consulta com psicólogo para cachorro?
Os tutores experientes já sabem: cada pet é único! Porém, é necessário que o especialista conheça o cachorro. “Em uma primeira consulta, o veterinário vai entender o comportamento e a personalidade do cão”, comenta a médica-veterinária da Petz, Dra. Larissa Seibt. Ela acrescenta ainda que, “Após isso, ele precisará compreender a rotina do pet, seu habitat e tudo que faz parte do seu dia a dia”. Isso significa que, muitas vezes, as consultas são realizadas em domicílio.
“É importante que o psicólogo conheça a rotina do pet, seu ambiente e fatores que possam estar interferindo no comportamento inadequado” explica a veterinária. Por isso, é comum que a psicologia canina envolva toda a família, e os tutores também tenham tarefas e responsabilidades. Uma vez compreendido o problema e as atitudes das pessoas em relação a ele, o profissional explica o que realmente está acontecendo e o que deve ser feito. Nessa hora, as pessoas costumam ter um insight e dizer: nós é que precisamos ser treinados!
E é exatamente isso. O especialista em comportamento animal recomenda novos comportamentos e atitudes para os humanos e, assim, procura alterar indiretamente o comportamento do animal. Na maioria das vezes, as pessoas estão fazendo tudo errado. Quando aprendem como devem se comportar, é comum ocorrer uma mudança drástica no comportamento do cão, para melhor. Algumas pessoas dizem que até parece mágica.
As consultas costumam levar cerca de uma hora e devem ser feitas preferencialmente onde ocorre o problema. Normalmente, o conflito acontece na casa onde o cão vive. Por isso, o ideal é que o profissional vá até a residência do cliente para poder diagnosticar corretamente. A maioria dos cães se comporta de forma diferente conforme se encontre dentro ou fora de casa. Recomenda-se que todas as pessoas que interagem com o cão participem, para que possam colaborar com informações e ajudar na solução do problema.
Geralmente, o acompanhamento psicológico é feito onde o cão mora. Na consulta, conte tudo o que está acontecendo e, se possível, mostre esse comportamento estranho em ação. Aja da maneira mais natural possível, para que o terapeuta possa avaliar as situações. O profissional vai analisar a linguagem corporal do seu cachorro, visualizar as ações e reações dele e receitar remédios— se for necessário. Com base nas observações que fez, o especialista também vai recomendar algumas mudanças tanto na rotina do cachorro quanto na sua.
Recomenda-se que todas as pessoas que convivem com o cão participem das sessões para contribuir com informações e colaborar na solução do problema.
O que esperar do tratamento psicológico canino?
O tratamento psicológico canino pode incluir técnicas específicas de modificação comportamental, manejo ambiental e, em alguns casos, uso de feromônios ou medicamentos prescritos por veterinário. O objetivo é resolver o problema comportamental, não apenas ensinar truques. A terapia comportamental tem três bases: modulação comportamental, manejo ambiental e feromonioterapia ou psicofármacos. Para trabalhar qualquer comportamento, é necessário entender a motivação dele. Por isso, todo atendimento deve iniciar com uma consulta comportamental para cães e gatos para avaliar o animal e a sua interação com a família.
Após a consulta, é importante fazer acompanhamentos para observar a evolução do tratamento. Para filhotes ainda em fase de vacinação é indicado passar pelo atendimento online. Será uma aula e tira-dúvidas sobre os temas mais recorrentes para os tutores de bebês. Após a vacinação, os filhotes são convidados a participar da puppy class. Um ambiente preparado para receber os cães e seus tutores, para socializar e a aprender como se comunicar com outros animais e seus tutores.
Os cães estão sempre aprendendo e se ajustando ao meio em que vivem, por isso não desista de tentar resolver um problema que esteja prejudicando o cão ou a sua relação com ele, mesmo que o animal seja idoso. Numerosos problemas de comportamento podem ser solucionados pela terapia comportamental. Os mais freqüentes são a agressividade por dominância, a ansiedade de separação, a compulsão e as fobias. A maior dificuldade do especialista é conseguir a colaboração das pessoas que convivem com o cão.
Não é fácil mudarmos o nosso comportamento, por mais simples que possa parecer. Mudar o próprio comportamento pode ser desafiador para os tutores, mas é essencial para o sucesso do tratamento.
Em geral, são necessárias algumas consultas para o profissional identificar o problema e elaborar uma estratégia de tratamento. Muitas soluções acontecem em alguns dias, outras podem demorar meses e alguns problemas só diminuem de intensidade. Na maioria das vezes, o novo comportamento das pessoas da casa em relação ao cão deve ser mantido depois de o problema ter sido resolvido, para que não venha a se repetir. É importante que você se coloque à disposição para colaborar.
Realmente, é difícil mudar o nosso próprio comportamento ou deixar de mimar o nosso peludo de quatro patas, mas lembre-se de que tudo isso é para o bem do seu melhor amigo.
Essa alteração no dia a dia da casa deve ser permanente, e não apenas até que o seu parceiro melhore. É como tomar remédio: você deve seguir a orientação do médico à risca e não parar por conta própria quando os sintomas acabarem. Senão, os problemas vão retornar e podem nunca se resolver. Em casos muito graves, pode ser que o seu amigo precise ir para um centro próprio, assim como acontece com os humanos.
Se isso for realmente necessário, mantenha a calma e pense sempre nos benefícios que isso trará para o seu cachorro em longo prazo. Porém, não se preocupe: essa opção acontece apenas em casos específicos, ok? A maioria dos problemas são solucionados em poucas sessões.

Como encontrar um psicólogo para cachorro confiável?
O primeiro passo é realizar um check up para garantir que o cachorro está bem de saúde. Caso seja necessário, o veterinário irá receitar a consulta psicológica. O ideal é procurar uma clínica completa, com profissionais de todas as áreas. Por sorte, as clínicas da Petz possuem todas as especialidades para tratar o seu amigo, inclusive psicologia canina! Procure a unidade mais próxima e venha nos fazer uma visita.
A atuação como psicólogo de animais geralmente requer formação em medicina veterinária ou áreas afins, e é recomendável verificar a qualificação do profissional. Cabe ao contratante, portanto, verificar se o profissional tem experiência e condições para lidar com o caso em questão. Normalmente, as pessoas procuram este tipo de especialista por recomendação. Profissionais de nível superior que costumam atuar nesta área são: psicólogos, biólogos, veterinários e zootecnistas. Para escolher um bom especialista, é preciso: conversar com o seu veterinário de confiança:
ele pode encaminhar para o psicólogo mais preparado para lidar com a situação, pois esses profissionais atuam em conjunto; buscar indicações: com outros donos de cães que tenham passado por isso ou, inclusive, em grupos especializados na internet ; checar o histórico do profissional: ainda não existe um curso de especialização obrigatório para atuar como terapeuta animal. Geralmente, os psicólogos de cães são formados em biologia, psicologia, medicina veterinária e/ou zootecnia.
Além disso, preste atenção à maneira como o seu pet reage diante do terapeuta de animais e como esse profissional lida com os problemas. Os nossos companheiros têm um instinto muito apurado, e é importante confiar nisso para testar a competência do especialista. Afinal, se o tratamento não estiver dando certo, você tem todo o direito de procurar outro psicólogo. Todas as unidades Pet Care oferecem consulta com especialista em comportamento animal.
Perguntas Frequentes
Os principais sinais incluem mudança repentina de comportamento, apatia, agressividade, automutilação, latidos excessivos, destruição de objetos e ansiedade de separação. Se o cão apresenta algum desses comportamentos, é recomendado um check-up veterinário para descartar causas físicas e, se necessário, encaminhamento a um psicólogo.
A consulta geralmente é realizada em domicílio, onde o profissional avalia o comportamento do cão, sua rotina e o ambiente. O psicólogo conversa com os tutores para entender o problema e, a partir disso, recomenda mudanças no manejo, na rotina e no comportamento das pessoas, podendo incluir técnicas de modificação comportamental e, em alguns casos, medicamentos prescritos por veterinário.
O adestramento ensina comandos como ‘senta’ e ‘fica’, enquanto a psicologia canina investiga as causas dos problemas comportamentais, como agressividade e ansiedade, e desenvolve um tratamento completo. O psicólogo pode ensinar comandos como auxílio à terapia, mas o foco é resolver a raiz do problema, envolvendo mudanças no ambiente e na rotina.
Conclusão
A psicologia canina é uma ferramenta valiosa para tratar problemas comportamentais que vão além da obediência básica. Ao investigar as causas subjacentes de comportamentos como latidos excessivos, agressividade e automutilação, o psicólogo para cachorro pode desenvolver um plano de tratamento personalizado que envolve mudanças no ambiente, na rotina e no comportamento dos tutores. A consulta domiciliar e o envolvimento da família são essenciais para o sucesso da terapia.
Se o seu cão apresenta sinais de sofrimento psicológico, o primeiro passo é realizar um check-up veterinário para descartar causas físicas. Em seguida, procure um profissional qualificado, de preferência indicado pelo seu veterinário de confiança. Lembre-se de que a colaboração dos tutores é fundamental: mudar o próprio comportamento pode ser desafiador, mas é um investimento no bem-estar do seu melhor amigo. Com paciência e dedicação, muitos problemas podem ser resolvidos ou significativamente amenizados, devolvendo a alegria e a harmonia ao convívio com seu pet.
Fonte
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