
Se você notou um caroço estranho no seu cachorro ou ele anda mais apático e sem apetite, é hora de prestar atenção: esses podem ser sinais de câncer.
A doença é mais comum do que se imagina, especialmente em cães de meia-idade e idosos, mas a detecção precoce faz toda a diferença no prognóstico.
Neste artigo, você vai aprender a reconhecer os sinais de alerta, entender os tipos de tumor mais frequentes e saber exatamente quando procurar um veterinário.
Câncer em cachorro: sinais, tipos e quando agir
Quais são os sinais de alerta de tumor em cachorro que você não deve ignorar?
O primeiro passo para proteger seu cão é conhecer os sintomas que podem indicar a presença de um tumor.
Você pode fazer uma primeira abordagem distinguindo os tumores que podem ser detectados externamente, ou seja, que podem ser vistos como protuberâncias sobre ou abaixo da pele, daqueles que se encontram no interior do corpo.
Enquanto os primeiros podem ser percebidos através da palpação ou observação, o segundo tipo costuma ser descoberto já em fases avançadas, quando o cachorro já apresenta outra sintomatologia, como emagrecimento, vômitos, diarreia, entre outros.
Além disso, existem sinais gerais que merecem atenção imediata. Nódulos ou caroços sob a pele são um dos indícios mais comuns, podendo ser benignos ou malignos.
Perda de peso repentina, sem mudanças na dieta ou rotina, também é um alerta importante. Fadiga ou letargia, dificuldade para comer ou engolir, feridas que não cicatrizam e mudanças nos hábitos intestinais ou urinários são outros sintomas que não devem ser ignorados.
Sangramentos inexplicáveis, tosse ou dificuldade respiratória também podem estar associados a tumores internos.
Monitoramento
Para monitorar, pese seu cão semanalmente e registre qualquer alteração; se notar perda de 5% do peso em um mês, procure o veterinário.
Portanto, qualquer alteração na rotina fisiológica e comportamental do seu cão deve ser investigada. Em vez de listar novamente os sintomas, concentre-se em observar mudanças específicas: por exemplo, se o cão passa a urinar com mais frequência ou em locais incomuns, ou se as fezes mudam de consistência, isso pode indicar um problema em órgãos internos.
Contudo, é importante lembrar que o câncer é comum em cachorros, sendo mais frequente em cães com mais de 10 anos.
No entanto, seu diagnóstico nem sempre é fácil, uma vez que os sintomas podem passar despercebidos nas fases iniciais da doença.
Dessa forma, manter um cronograma regular de consultas veterinárias pode ajudar a identificar sinais precoces da doença.
Quais são os tipos de tumor de pele mais comuns em cães e como diferenciá-los?
Os tumores em cachorros cutâneos apresentam como sintoma principal as protuberâncias de maior ou menor tamanho.
Destacamos os seguintes tipos como os mais comuns: papilomas, lipomas, histiocitomas, mastocitomas, carcinomas de células escamosas e melanomas.
Cada um tem características visuais e táteis distintas que podem ajudar na identificação, embora apenas o veterinário possa dar o diagnóstico definitivo.
Os papilomas são tumores benignos com aspecto de verrugas, causados pelo vírus do papiloma oral canino. São mais comuns em cachorros mais velhos e podem ser removidos.
No entanto, dependendo da localização, podem ser problemáticos, especialmente se interferirem em funções básicas.
Já os lipomas são tumores benignos constituídos por células de gordura, sendo mais comuns em cachorros acima do peso.
Seu aspecto é arredondado e macio, crescem lentamente e podem alcançar dimensões consideráveis. Existe uma variante maligna, chamada lipossarcoma.
Os histiocitomas, por sua vez, têm um crescimento rápido e podem aparecer em animais jovens, entre 1 e 3 anos.
São observados como pequenas elevações sem pelos, com aparência de botões. A maioria desaparece em pouco tempo, contudo, é importante monitorá-los para garantir que não causem complicações.
Os mastocitomas são tumores dos mastócitos (células do sistema imunológico), mais frequentes em raças braquicefálicas, como o Boxer e o Buldogue. Aparecem em cachorros mais velhos e são malignos em cerca de metade dos casos.
Costumam se apresentar como protuberâncias multinodulares, sem pelos e avermelhadas. São capazes de liberar substâncias que causam úlceras gastroduodenais, o que pode complicar ainda mais o quadro clínico do animal.
Carcinomas
Os carcinomas de células escamosas estão relacionados com a exposição à radiação ultravioleta e surgem em áreas do corpo com menor pigmentação, como o abdômen, o nariz ou os lábios.
Em alguns casos, podem progredir rapidamente, por isso a intervenção precoce é crucial. Os melanomas aparecem em células produtoras de melanina.
São nódulos escuros que se localizam em áreas como as pálpebras ou a boca, onde costumam ser malignos. Esse tipo de tumor requer atenção imediata devido à sua tendência de agressividade.
Além disso, é importante diferenciar tumores benignos de malignos. Os tumores benignos tendem a crescer devagar, têm formato arredondado, são móveis ao toque e não invadem outros tecidos.
Já os tumores malignos crescem rapidamente, podem ter bordas irregulares e infiltrar tecidos próximos, podendo causar metástase (espalhamento do câncer para outros órgãos). Portanto, qualquer protuberância nova ou que mude de tamanho deve ser avaliada por um profissional.

Quando um tumor em cachorro é maligno? Conheça os sarcomas e outros cânceres agressivos
Os tumores malignos têm a capacidade de dispersar células doentes para outras partes do corpo, o que os torna extremamente perigosos, e são chamados de tumores cancerígenos.
Por outro lado, os tumores benignos não são cancerígenos porque não espalham células doentes para outras partes do corpo.
No entanto, pode ser necessário removê-los cirurgicamente quando eles prejudicam as funções normais do corpo.
Entre os tumores malignos mais frequentes em cães estão os sarcomas, que podem ter diferentes origens. Existem raças predispostas a tê-los, como o Pastor Alemão, Boxer e o Golden Retriever.
Podem aparecer tanto na pele quanto nos órgãos e destacamos os seguintes como os mais comuns: hemangiossarcoma, osteossarcoma e linfoma ou linfossarcoma.
O hemangiossarcoma afeta as células de revestimento dos vasos sanguíneos, podendo levar a hemorragias internas. Já o osteossarcoma é um tumor dos ossos, que veremos com mais detalhes na próxima seção.
O linfoma ou linfossarcoma aparece em nódulos linfáticos e órgãos com tecido linfoide, como o baço ou a medula óssea, afetando cachorros de idade média e avançada.
Além de sintomas como a apatia, anorexia e emagrecimento, você poderá notar os linfonodos aumentados. Outros sinais clínicos dependem da localização do tumor, podendo incluir dificuldade respiratória ou problemas digestivos.
Os tumores ósseos podem ser tanto malignos quanto benignos. Entre os primeiros, destaca-se o osteossarcoma, que pode aparecer a qualquer idade, tendo maior predisposição em cachorros grandes.
Esses tipos de tumor em cachorro aparecem mais frequentemente nas patas dianteiras, mas também podem afetar as traseiras, as costelas ou as mandíbulas.
Como sintomas desse tipo de tumor em cachorros, você poderá notar que o cachorro manca e a pata incha de maneira dolorosa.
Costumam se espalhar até os pulmões, o que complica ainda mais o tratamento e a qualidade de vida do animal.
Tumores ósseos
Por outro lado, entre os tumores ósseos benignos estão os osteomas, na cabeça e face, e os osteocondromas, que afetam cachorros jovens nas costelas, vértebras, extremidades, etc.
Embora benignos, podem causar desconforto e problemas de locomoção dependendo de sua localização e tamanho.
Além disso, os tumores do sistema reprodutor também merecem atenção: o tumor venéreo transmissível (TVT) é um tipo de tumor pouco frequente mas é contagioso através do contato entre cachorros, tanto sexual quanto através de mordidas, lambidas e arranhões.
Tem aparência de couve-flor e, além dos órgãos sexuais, pode aparecer na face, boca, nariz, etc. Embora não sejam considerados muito virulentos, podem se reproduzir por metástase, tornando o tratamento mais complexo.
Tumor em cachorro tem cura? Entenda as opções de tratamento e a importância do diagnóstico precoce
A resposta para essa pergunta depende de vários fatores, como o tipo de tumor, a localização e o estágio da doença. Tumores benignos geralmente têm cura completa com remoção cirúrgica.
Já os tumores malignos podem ser controlados por cirurgias, quimioterapia e radioterapia, mas a cura total depende da precocidade do diagnóstico e da agressividade da doença. Portanto, a detecção precoce é crucial para o tratamento eficaz do câncer em cachorros.
O tratamento do câncer em cachorros deve ser recomendado e seguido por um veterinário. Este tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia.
Como esses tratamentos geralmente são específicos e complicados, pode ser necessária a atuação de um veterinário especializado em oncologia.
O tratamento a seguir dependerá do tipo de câncer que seu animal sofre e da localização física do tumor. Antes de iniciar, pergunte ao veterinário sobre os efeitos colaterais esperados, a duração do tratamento e os custos envolvidos, para planejar o cuidado do seu cão.
A remoção cirúrgica do tumor é uma das opções mais comuns e eficazes, principalmente quando o câncer é detectado em estágios iniciais e está localizado.
Em tumores benignos, a cirurgia pode ser curativa, enquanto em tumores malignos, muitas vezes é necessária a remoção de tecidos ao redor para reduzir o risco de recorrência.
Quimioterapia
Além disso, a quimioterapia é um tratamento medicamentoso que pode causar efeitos colaterais, como náuseas e queda de pelos, mas a intensidade varia conforme o protocolo e a resposta individual do cão.
Ainda assim é um tratamento importantíssimo e muito significativo que pode ser realizado antes e/ou depois da remoção cirúrgica do tumor.
Em alguns casos, os cães podem simplesmente não experimentar nenhuma alteração física, mas em outros casos pode causar dor e desconforto no animal.
Nestes casos, é altamente recomendável o uso de medicamentos prescritos pelo veterinário para controlar a dor, como anti-inflamatórios ou opioides, conforme a necessidade.
Além disso, terapias complementares, como acupuntura e fisioterapia, têm se mostrado úteis em alguns casos para melhorar a qualidade de vida do animal durante o tratamento.
Portanto, se o seu cão apresenta algum sinal suspeito, não hesite em procurar ajuda profissional. O veterinário é o único profissional capacitado para oferecer um diagnóstico certo desta doença, indicando se o caso é de um câncer benigno ou maligno.
Os exames de sangue, as radiografias, os exames veterinários de rotina e as ultrassonografias podem proporcionar evidências circunstanciais de câncer.
No entanto, um diagnóstico confiável costuma exigir uma biópsia. As biópsias consistem em uma pequena extração do tecido possivelmente canceroso do animal que é submetido a uma análise.

Com que frequência levar seu cão ao veterinário para prevenir e detectar tumores?
Os tumores em cachorros aparecem com maior frequência em cachorros de meia idade ou idosos. Boa parte deles, como já dissemos, são suscetíveis à detecção em exames veterinários, por isso é recomendado realizá-los ao menos uma vez ao ano, especialmente a partir dos sete anos de idade.
A detecção precoce pode aumentar significativamente as chances de sucesso no tratamento.
Além disso, seguir rigorosamente o calendário de vacinação em cachorros e visitar a cada 6 meses o veterinário, são formas excelentes de poder detectar quanto antes um possível câncer.
Para cães idosos (acima de 7 anos), muitos veterinários recomendam check-ups semestrais, que podem incluir exames de sangue e imagem para rastreamento precoce.
É importante destacar que o diagnóstico precoce é crucial para o tratamento eficaz do câncer em cachorros. Manter um cronograma regular de consultas veterinárias pode ajudar a identificar sinais precoces da doença.
Além disso, a prevenção do câncer é muito difícil, já que suas causas costumam ser desconhecidas. No entanto, um bom cuidado do cachorro e visitas veterinárias de rotina ajudam a manter o estado geral de saúde do seu pet.
Portanto, não espere os sintomas aparecerem para levar seu cão ao veterinário. A vigilância regular é a melhor estratégia para proteger a saúde do seu amigo de quatro patas. Lembre-se de que a detecção precoce pode fazer toda a diferença no prognóstico e na qualidade de vida do animal.
Perguntas Frequentes
Os principais sinais incluem nódulos ou caroços sob a pele, perda de peso repentina, fadiga, feridas que não cicatrizam, mudanças nos hábitos intestinais ou urinários, sangramentos inexplicáveis, tosse ou dificuldade respiratória.
Tumores benignos tendem a crescer devagar, têm formato arredondado, são móveis ao toque e não invadem outros tecidos. Já os malignos crescem rapidamente, podem ter bordas irregulares e infiltrar tecidos próximos, podendo causar metástase.
Recomenda-se levar o cão ao veterinário pelo menos uma vez ao ano, e a partir dos 7 anos de idade, muitos veterinários sugerem check-ups semestrais, incluindo exames de sangue e imagem para rastreamento precoce.
Conclusão
Reconhecer os sinais de alerta e agir rapidamente é fundamental para aumentar as chances de cura do câncer em cachorro.
Fique atento a protuberâncias, perda de peso, letargia e mudanças de comportamento, e não hesite em procurar um veterinário ao notar qualquer anormalidade.
Os check-ups regulares, especialmente a partir dos 7 anos de idade, são a melhor forma de detectar tumores precocemente.
Além disso, conhecer os tipos de tumor mais comuns e suas características pode ajudar você a identificar possíveis problemas.
No entanto, somente o veterinário pode dar o diagnóstico definitivo e indicar o tratamento adequado. Portanto, mantenha uma rotina de cuidados com seu cão, incluindo alimentação balanceada, exercícios e visitas periódicas ao especialista.
Por fim, lembre-se de que o câncer não é uma sentença. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, muitos cães conseguem viver bem e com qualidade.
Esteja atento, informe-se e conte com o apoio de profissionais qualificados para cuidar do seu melhor amigo.