
Você deve ajustar a alimentação da cadela imediatamente após o parto, pois a produção de leite exige até quatro vezes mais energia do que o normal.
Segundo especialistas, oferecer ração de filhotes superpremium, em porções pequenas e frequentes, é a base para manter a saúde da mãe e o desenvolvimento dos filhotes. Além disso, a ingestão hídrica adequada é indispensável para a lactação.
Por que a alimentação muda na amamentação?
Durante a lactação, a cadela enfrenta uma demanda energética de 3 a 4 vezes maior do que no período de manutenção, conforme apontam estudos de nutrição animal.
Isso ocorre porque toda a energia basal é utilizada para manter a lactante em ótimo estado de vida e ainda alimentar seus filhotes. Portanto, a dieta precisa ser energeticamente densa e rica em nutrientes essenciais.
Além disso, o pico da lactação ocorre entre a terceira e a quarta semana após o parto, momento em que a produção de leite atinge seu máximo.
Nessa fase, a necessidade energética pode dobrar ou triplicar em comparação à necessidade de manutenção. Dessa forma, ajustes na alimentação são cruciais para evitar deficiências nutricionais.
Outro fator importante é que a qualidade do leite materno depende diretamente da dieta da mãe. Nutrientes como proteínas, gorduras, vitaminas e minerais são transferidos para os filhotes através do leite.
Consequentemente, uma alimentação inadequada pode comprometer o crescimento e a imunidade da ninhada.
Por fim, a capacidade de ingestão da cadela pode ficar limitada devido ao útero dilatado e ao desconforto pós-parto.
Assim sendo, oferecer alimentos altamente digeríveis e em pequenas porções ajuda a garantir o aporte calórico necessário sem sobrecarregar o sistema digestivo.
Qual ração oferecer para a cadela lactante?
Uma ração superpremium para filhotes, com níveis adequados de energia, proteínas e cálcio, é recomendada para cadelas gestantes e lactantes, independentemente da raça.
Isso porque ela fornece níveis adequados de energia, proteínas e cálcio, essenciais para a produção de leite.
No entanto, outras rações superpremium para filhotes também podem ser indicadas, desde que atendam aos requisitos nutricionais.
De acordo com o Dr. Ítalo Cássio Oliveira, médico-veterinário, alimentos superpremium para filhotes podem ser oferecidos a fim de garantir melhor suporte calórico e nutricional.
Esses produtos são formulados com alta densidade energética, proteínas de alto valor biológico e nutrientes como DHA, que auxilia no desenvolvimento neurológico dos filhotes.
Além disso, é fundamental evitar rações de manutenção para cães adultos, pois elas não fornecem cálcio e energia suficientes para atender às necessidades de uma cadela lactante.
A deficiência de cálcio, por exemplo, pode levar a problemas como eclâmpsia, uma condição grave que afeta a saúde da mãe.
Portanto, ao escolher a ração, priorize produtos superpremium destinados a filhotes, que são mais acessíveis e atendem às exigências nutricionais da fase reprodutiva. Em caso de dúvida, consulte um veterinário para uma recomendação personalizada.

Quanto e com que frequência alimentar?
Em geral, o aumento da quantidade de ração para cadela gestante deve ser feito a partir da quinta semana de gestação até o parto dos filhotes.
Alguns veterinários recomendam aumentar gradualmente a quantidade de ração a partir da quinta semana de gestação, mas o ajuste deve ser individualizado.
Contudo, cada indivíduo tem necessidades específicas, e o ajuste deve ser orientado por um profissional.
Após o parto, a quantidade de alimento deve ser ainda maior, pois a lactação demanda mais energia do que a gestação.
A maioria das cadelas volta a se alimentar voluntariamente em até 24 horas após o parto, e é possível oferecer alimentos úmidos, que são bastante atrativos. Dessa forma, a mãe recupera as energias rapidamente.
Quanto à frequência, a alimentação deve ser fornecida em pequenas refeições e em maior frequência, especialmente no período mais próximo ao parto. Isso porque o útero dilatado reduz a capacidade de ingestão de uma só vez. Além disso, refeições menores ajudam na digestão e na absorção de nutrientes.
Durante a lactação, a necessidade energética pode ser calculada com base na necessidade energética de manutenção (NEM).
Na primeira semana de lactação, recomenda-se de 1,5 a 2 vezes a NEM; na terceira a quarta semana, de 2,5 a 3 vezes a NEM. Esses valores são pontos de partida e devem ser ajustados conforme a condição corporal da cadela.
Por fim, é importante monitorar o peso da mãe. Uma pequena perda de peso é normal, mas se a cadela parecer exageradamente magra, consulte um veterinário. O acompanhamento regular garante que a dieta esteja adequada às necessidades de cada fase.
Quais riscos a alimentação inadequada traz?
Oferecer uma ração comum, de baixa qualidade, pode trazer sérios riscos para a cadela e os filhotes.
Primeiramente, rações de manutenção não fornecem cálcio e energia suficientes para atender às necessidades de uma cadela lactante.
Isso pode resultar em produção insuficiente de leite, comprometendo o crescimento dos filhotes.
Além disso, a deficiência de cálcio pode levar à eclâmpsia, uma condição caracterizada por fraqueza, tremores e até convulsões na mãe.
Essa emergência veterinária é mais comum em raças pequenas e requer tratamento imediato. Portanto, a suplementação de cálcio só deve ser feita sob orientação veterinária, pois o excesso também é prejudicial.
Outro risco é o ganho excessivo de peso da cadela durante a gestação, que pode ocorrer se a alimentação for superdimensionada antes da quinta semana.
O ganho de peso ideal durante a gestação varia, mas geralmente não deve exceder 25-30% do peso original, dependendo da raça e condição corporal. O sobrepeso aumenta as chances de complicações no parto e dificulta a recuperação pós-parto.
Ademais, uma dieta pobre em nutrientes como ácido fólico pode aumentar a incidência de defeitos congênitos, como fenda palatina, nos filhotes.
Pesquisas indicam que a suplementação adequada de ácido fólico pode reduzir a incidência de defeitos congênitos, como fenda palatina. Por isso, a escolha de uma ração de qualidade é essencial desde o início da gestação.
Por fim, a desidratação é um risco grave durante a lactação, pois a produção de leite exige grande volume de água.
Se a cadela não beber água suficiente, a produção de leite diminui e a saúde dela pode ser afetada. Portanto, mantenha água fresca e limpa sempre disponível.

Quando consultar o veterinário?
Somente um veterinário, após uma consulta e alguns exames, poderá dizer qual é a melhor ração para cadela gestante e qual é a quantidade de alimento recomendada em cada etapa da gestação e lactação.
Portanto, o acompanhamento profissional é indispensável desde a confirmação da prenhez até o desmame dos filhotes.
Além disso, é importante estabelecer um cronograma específico com o veterinário para determinar com que frequência a cadela deve ser examinada durante a gravidez e depois que os filhotes nascerem.
Visitas semanais, se possível, ajudam a verificar a condição corporal e ajustar a dieta conforme necessário.
Se a cadela, no período de amamentação, parecer nervosa, inquieta ou desconfortável, recusar a amamentar os filhotes ou se alimentar, ligue para o veterinário imediatamente. Esses sinais podem indicar problemas de saúde que exigem intervenção rápida.
Outro momento crítico é o pós-parto imediato: dentro de 48 horas após o parto, a mãe e os filhotes devem ser examinados por um veterinário.
Esse check-up inicial garante que a lactação está ocorrendo bem e que não há complicações como mastite ou retenção de placenta.
Por fim, se houver qualquer dúvida sobre a alimentação, suplementos ou manejo, não hesite em buscar orientação profissional.
O veterinário pode recomendar ajustes na dieta, como a introdução de alimentos úmidos ou suplementos específicos, sempre com base na avaliação individual da cadela.
Perguntas Frequentes
A melhor ração para cadela amamentando é uma ração superpremium para filhotes, pois fornece energia, proteínas e cálcio adequados para a produção de leite.
Deve-se oferecer pequenas refeições com maior frequência, pois o útero dilatado reduz a capacidade de ingestão de uma só vez. A quantidade total deve ser ajustada conforme a necessidade energética, que pode chegar a 2,5 a 3 vezes a necessidade de manutenção na terceira a quarta semana de lactação.
Uma alimentação inadequada pode causar deficiência de cálcio (levando à eclâmpsia), produção insuficiente de leite, desidratação e comprometimento do crescimento dos filhotes.
Conclusão
A alimentação da cadela que está amamentando exige atenção redobrada para garantir a saúde da mãe e o desenvolvimento saudável dos filhotes.
A escolha de uma ração de alta qualidade e o manejo alimentar correto são fundamentais para atender às necessidades nutricionais da cadela lactante. Além disso, a ingestão hídrica abundante é essencial para a produção de leite.
O acompanhamento veterinário regular é fundamental para ajustar a dieta conforme as necessidades individuais e prevenir riscos como deficiências nutricionais e eclâmpsia.
Ao seguir as orientações profissionais e monitorar a condição da cadela, o tutor contribui para uma lactação tranquila e filhotes fortes.
Em resumo, a nutrição adequada durante a amamentação é um investimento na saúde de toda a ninhada. Com informação de qualidade e suporte veterinário, é possível atravessar essa fase com segurança e bem-estar para todos.